domingo, 29 de março de 2009

E agora, quem poderá nos DETER?!


O ser humano vive numa eterna preocupação. São as contas do mês, a crise econômica, o aumento do dólar, os políticos que não melhoram em nada a nossa vida e enriquecem às custas do dinheiro público, ou o novo presidente dos EUA. Enfim, nossa cabecinha sempre está inundada de medos e anseios. Vivemos numa mania de perseguição eterna e acabamos esquecendo do perigo maior: nós mesmos. A gente sempre ouve discussões intermináveis sobre o aquecimento global, lemos por aí várias teses comprovando que o ser humano está acabando com o planeta Terra, mas não vejo isso tirando o sono de ninguém! E devia né? Essa história de “A Terra é o seu lar, cuide dela” é muito bonitinha (quando é dita) enquanto fica no discurso fácil, mas não acredito que sabemos o significado real disso. Se soubéssemos não a trataríamos da forma como estamos fazendo. Algumas pessoas talvez demonstrem maior consciência, mas o ser humano é tão sedento de lucros que não pára de querer sempre mais, de explorar, de consumir o mundo, sua casa. Há quem diga que a Terra vai “reagir” a isso tudo. A Teoria de Gaia, apresentada pelo químico James Lovelock, afirma que a Terra é um organismo vivo que, se agredido, pode estabelecer condições pra a sua própria sobrevivência. Se eu fosse a Terra já teria expulsado todos os seres humanos daqui. Acho que foi pensando nisso que o cineasta M. Night Shyamalan produziu seu oitavo longa-metragem, a trama “Fim dos Tempos”. Esta retrata um ataque da natureza contra a humanidade – uma toxina é espalhada através do vento fazendo as pessoas perderem o senso de sobrevivência. O resultado é a prática do suicídio em massa. Em outras palavras, o planeta inicia um controle biológico, forçando o extermínio de parte da espécie humana para se salvar. Pensar na Terra como um organismo vivo, assim como nós, que tem o poder de se defender se agredido, parece até desenho animado. Porém, se pararmos para observar em tudo que está acontecendo ao nosso redor, todas as tragédias naturais matando milhares de pessoas, como tsunamis, erupções vulcânicas, secas e enchentes, percebemos que isso pode sim ser um aviso. O nosso planeta está sendo destruído e tudo que existe nele é limitado. Se não pararmos agora com essa busca interminável por lucro e esse consumismo exacerbado que nos faz destruir nosso próprio lar, isso tudo vai ter um fim. E, acredite, isso significa o fim de todos nós!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Second Life : programa, jogo ou universo paralelo?

Por Bárbara Kruschewsky e Rebeca Rocha

Imagine criar um avatar, um personagem que na ficção se parece com você. Agora, imagine que esse seu personagem lhe representa num mundo irreal, numa segunda vida, e que esse personagem passe a ser você num mundo paralelo, onde você pode encontrar pessoas, ter acesso à programas de educação à distância, ver novelas que passam na TV do mundo real e até ganhar dinheiro abrindo seu próprio negócio.

Tudo isso pode ser encontrado no Second Life, um ambiente virtual e tridimensional, que simula em alguns aspectos a vida real do ser humano. O programa foi desenvolvido em 2003 e é mantido pela empresa Liden Lab e contava em 24 de maio de 2007 com 6.657.169 usuários. Para alguns, o Second Life pode ser visto como um jogo, para outros, uma maneira de conhecer pessoas, ou até como uma fonte de renda.

Numa enquete feita na comunidade oficial do SL no Orkut, 21% dos votantes se declaram motivados a utilizar o aplicativo a fim de ampliar a sua rede de relacionamentos, 19% dizem ser por curiosidade, 15% para ganhar dinheiro e a porcentagem restante varia entre encontrar emprego, divulgar seu trabalho, manter-se atualizado ou outras motivações.

O Second Life transformou a vida de muitas pessoas, como a dos arquitetos uruguaios Fernando Vásquez, 51, e de seu sócio, Luiz Junqueira, 41, quando começaram a fazer projetos para o programa. “O grande barato de criar no Second Life é a liberdade que temos para projetar, com condições muito diferentes da arquitetura real, que tem legislações, orçamentos, limitações técnicas, etc.”, diz Junqueira.

Em fevereiro de 2007 foi inaugurado o programa aqui no Brasil, com clientes do mundo real como o Unibanco, Porto Seguro, rádio 89 FM, TAM, entre outros.

Em Aracaju, a capital sergipana, Jean Fábio Borba Cerqueira, 34, formado em computação e professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), já aderiu ao programa. Em 2007, ao orientar um aluno em um trabalho que tratava do Second Life, se interessou e pesquisou, apesar de ter ouvido pela primeira vez com certo preconceito. “Na verdade uso pouco o Second Life, só uma hora por semana. Prefiro pesquisar sobre ele a jogar. Uso como pesquisa, para passar para os meus alunos e para encontrar pessoas com quem dividir interesses profissionais, além de fazer também contato com os meus estudantes”, diz o professor.

Trata-se de uma plataforma em que o real pode se misturar com o virtual, e por conta disso pode vir a causar vícios, dependências ou até mesmo fazer com que o usuário transfira sua “Real Life” para o Second Life, e vice-versa. Algumas pessoas relatam o fato no orkut, criando tópicos e pesquisas na comunidade do SL no Brasil como “Já deixou de fazer coisas das suas atividades normais pra ficar no Second Life?”ou “Relacionamento no Second Life: você leva a sério ou é fictício?”. Com seus prós e contras, como na vida real, o Second Life ganha espaço na vida de cada vez mais brasileiros, o que pode ser preocupante – ou visto como um ponto positivo e de crescimento em vários aspectos.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Obama na minha sala de estar.


Há uns dias ouvi um colega meu dizer: “Qualquer dia desses vou sair de casa e me deparar com Barack Obama na minha porta.”
Realmente. De uma hora pra outra o mundo só tinha olhos e ouvidos para ele. E por quê? Fomos induzidos a pensar que os EUA estavam se redimindo pelo quadro crítico de racismo que sua história carrega. “O primeiro presidente negro da história.” A imprensa quase o consagrou como “the new Martin Luther King”. E aí eu continuo me perguntando... Por quê? Será mesmo que a imprensa está preocupada com a desigualdade racial? Há, há, há ! Quem não a conhece que a compre! A campanha do nosso querido Martin, quer dizer, Barack, foi infinitas vezes mais rica à de qualquer outro candidato! O que questiono aqui é o comportamento da mídia. Há um objetivo para ela consagrar Barack Obama. E, apostem, não tem nada a ver com o fato dele ser negro. Muito pelo contrário! É aceitável o interesse da imprensa americana sobre Obama, tratando-o como brinquedinho para limpar a barra de país racista. Mas, e a brasileira? O que tem a ver com isso? Nosso país tem uma população negra muito grande, por que não encorajá-los? Porque não fazer nossa população se sentir como Obamas? Uma farsa, claro. Mas serve para acalmar a massa, manter-nos calados e confortáveis. Sem Obama ou com Obama nosso país continua na merda! Está na hora de pararmos de nos preocupar com a vida do vizinho e olhar para os muitos problemas que enfrentamos. Já sabem, macaco que não olha pro rabo...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"No que Acredito"

"Acredito que quando morrer apodrecerei e nada de meu ego sobreviverá. Não sou jovem e amo a vida. Mas desdenharia estremecer de pavor diante do pensamento de aniquilação. A felicidade não deixa de ser verdadeira porque deve necessariamente chegar a um fim; tampouco o pensamento e o amor perdem o seu valor por não serem eternos. Muitos homens preservam o orgulho ante o cadafalso; decerto o mesmo orgulho deveria nos ensinar a pensar verdadeiramente sobre o lugar do homem no mundo." (Bertrand Russell)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Liguem a luz !



O que você vê é o que a imprensa quer que você veja!
Democrático, não?!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Refletindo

Ônibus lotado, ao meio-dia, engarrafamento. Voltava pra casa da faculdade nessas circunstâncias quando vi a seguinte situação: uma mulher já com seus 60 e poucos anos, em pé ao meu lado, segurava-se nos ferros enquanto o ônibus sacolejava de um lado pro outro. Vendo isso, um rapaz se levantou e cedeu seu lugar a ela. Na mesma hora pensei: “Nossa, que gesto bonito”. Mais sacolejos, empurrões e tropeços. Dei por mim. “Gesto bonito?”. A mulher já era uma idosa. Não foi um gesto bonito, foi quase uma obrigação. Ou pelo menos deveria ser. Um dever como cidadão. Mais um empurrão e refleti: “Que mundo é esse em que a gente se admira em ver boas maneiras?”. Se eu visse alguém jogar lixo no chão talvez eu não ficasse tão surpresa. Ou pisarem na grama. Ou um motorista ultrapassando no sinal vermelho. Ou alguém atravessando fora da faixa. E etc. e mais etc. Essa semana certo programa na rede Record de televisão passou quase a manhã inteira mostrando as pessoas que estão ajudando os desabrigados pela enchente em Santa Catarina. Sim, eu fiquei arrasada com a tragédia também! Acho ótimo que ajudem! Mas o fato é que é preciso uma lavagem cerebral para fazer uma população se comover e ajudar o próximo? Entrevistaram um rapaz que estava levando mantimentos para as vítimas. Por um momento eu quase o adotei como meu super-herói favorito, tamanho sensacionalismo para descrever o ato dele. “A população brasileira dá uma show de cidadania!”, dizia o apresentador do programa. Nós vivemos num mundo onde generosidade virou notícia? É tão raro ver uma pessoa se importar pelo próximo que gestos como esse são usados para aumentar a audiência? Inversão de valores. O que o ser humano se tornou? Eu queria ser um pato.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Auto-crítica

Estava em casa, navegando na internet e cuidando de uma prima, quando ela me pediu para que eu a deixasse usar o computador. Tudo bem, eu deveria estar cuidando dela e não batendo papo no MSN! Mas isso não importa. O fato é que uma criança de três anos me pediu pra usar o computador! Eu olhei para ela e disse que aquilo não era coisa de criança, que era pra ela voltar para quarto e brincar com as bonecas dela. Ela ficou ali, em pé, me olhando com aquela cara de quem vai soltar o choro a qualquer minuto e eu tentei acalmá-la:
-“Quando eu tinha sua idade eu brincava de boneca. O computador mal existia, e eu me divertia muito sem ele, vá brincar!”.
Ela retrucou me dizendo que queria jogar no site da “Barbie” e que só gostava de brincar disso. Eu fiquei abismada em como a tal da globalização conseguiu interferir na infância. Então onde foram parar as brincadeiras de casinha, pique – esconde ou amarelinha? “As crianças estão perdidas”, pensei. Enquanto eu imaginava a que ponto nós chegamos, ela continuava ali, batendo os pezinhos no chão, de um jeito mal-criado. Então eu disse:
-“Não vou deixar você usar esse computador. Não posso alimentar o que a tecnologia está fazendo com o ser humano. Nós precisamos nos desvincular dessas dependências!”.
Ela ficou ali me olhando, com cara de quem não tinha entendido uma palavra sequer. E eu sabia que não. Quando ela saiu choramingando eu completei:
- “Além do mais, todos os meus amigos estão online, preciso ficar aqui. E não tenho nada mais interessante para fazer”.