quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Second Life : programa, jogo ou universo paralelo?

Por Bárbara Kruschewsky e Rebeca Rocha

Imagine criar um avatar, um personagem que na ficção se parece com você. Agora, imagine que esse seu personagem lhe representa num mundo irreal, numa segunda vida, e que esse personagem passe a ser você num mundo paralelo, onde você pode encontrar pessoas, ter acesso à programas de educação à distância, ver novelas que passam na TV do mundo real e até ganhar dinheiro abrindo seu próprio negócio.

Tudo isso pode ser encontrado no Second Life, um ambiente virtual e tridimensional, que simula em alguns aspectos a vida real do ser humano. O programa foi desenvolvido em 2003 e é mantido pela empresa Liden Lab e contava em 24 de maio de 2007 com 6.657.169 usuários. Para alguns, o Second Life pode ser visto como um jogo, para outros, uma maneira de conhecer pessoas, ou até como uma fonte de renda.

Numa enquete feita na comunidade oficial do SL no Orkut, 21% dos votantes se declaram motivados a utilizar o aplicativo a fim de ampliar a sua rede de relacionamentos, 19% dizem ser por curiosidade, 15% para ganhar dinheiro e a porcentagem restante varia entre encontrar emprego, divulgar seu trabalho, manter-se atualizado ou outras motivações.

O Second Life transformou a vida de muitas pessoas, como a dos arquitetos uruguaios Fernando Vásquez, 51, e de seu sócio, Luiz Junqueira, 41, quando começaram a fazer projetos para o programa. “O grande barato de criar no Second Life é a liberdade que temos para projetar, com condições muito diferentes da arquitetura real, que tem legislações, orçamentos, limitações técnicas, etc.”, diz Junqueira.

Em fevereiro de 2007 foi inaugurado o programa aqui no Brasil, com clientes do mundo real como o Unibanco, Porto Seguro, rádio 89 FM, TAM, entre outros.

Em Aracaju, a capital sergipana, Jean Fábio Borba Cerqueira, 34, formado em computação e professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), já aderiu ao programa. Em 2007, ao orientar um aluno em um trabalho que tratava do Second Life, se interessou e pesquisou, apesar de ter ouvido pela primeira vez com certo preconceito. “Na verdade uso pouco o Second Life, só uma hora por semana. Prefiro pesquisar sobre ele a jogar. Uso como pesquisa, para passar para os meus alunos e para encontrar pessoas com quem dividir interesses profissionais, além de fazer também contato com os meus estudantes”, diz o professor.

Trata-se de uma plataforma em que o real pode se misturar com o virtual, e por conta disso pode vir a causar vícios, dependências ou até mesmo fazer com que o usuário transfira sua “Real Life” para o Second Life, e vice-versa. Algumas pessoas relatam o fato no orkut, criando tópicos e pesquisas na comunidade do SL no Brasil como “Já deixou de fazer coisas das suas atividades normais pra ficar no Second Life?”ou “Relacionamento no Second Life: você leva a sério ou é fictício?”. Com seus prós e contras, como na vida real, o Second Life ganha espaço na vida de cada vez mais brasileiros, o que pode ser preocupante – ou visto como um ponto positivo e de crescimento em vários aspectos.




8 comentários:

Rebeca Rocha disse...

desistiu de colocar as outras fotos foi? kkkkkkkkkkkkkk :) ô labuta naquele wordpress... mas ficou bacana nossa matéria! Sucesso jornalista!

Bárbara Kruschewsky disse...

kkkkkkkkkkkk. minha filha, foi mais difícil aqui do que lá na ufs viu? kkkkkkkkkkkkkkkkk sucesso idem! depois dessa matéria a gente merece ! =D

Anônimo disse...

Sucesso pai. Tá muito bem na criação

Anônimo disse...

Legal ^^

Dayane Abreu disse...

Bom texto, bom texto! ^^

Sucesso pra vocês, meninas
:*

Dayane Abreu disse...

Abandonou aqui :~

Unknown disse...

bom texto... agora imagine se fosse evoluindo essas simulações cada vez mais?
assista o filme Gamer e Substitutos que falam bem sobre isso ;D

Bárbara Kruschewsky disse...

obrigada pela sugestão, peu! bjos