
Há uns dias ouvi um colega meu dizer: “Qualquer dia desses vou sair de casa e me deparar com Barack Obama na minha porta.”
Realmente. De uma hora pra outra o mundo só tinha olhos e ouvidos para ele. E por quê? Fomos induzidos a pensar que os EUA estavam se redimindo pelo quadro crítico de racismo que sua história carrega. “O primeiro presidente negro da história.” A imprensa quase o consagrou como “the new Martin Luther King”. E aí eu continuo me perguntando... Por quê? Será mesmo que a imprensa está preocupada com a desigualdade racial? Há, há, há ! Quem não a conhece que a compre! A campanha do nosso querido Martin, quer dizer, Barack, foi infinitas vezes mais rica à de qualquer outro candidato! O que questiono aqui é o comportamento da mídia. Há um objetivo para ela consagrar Barack Obama. E, apostem, não tem nada a ver com o fato dele ser negro. Muito pelo contrário! É aceitável o interesse da imprensa americana sobre Obama, tratando-o como brinquedinho para limpar a barra de país racista. Mas, e a brasileira? O que tem a ver com isso? Nosso país tem uma população negra muito grande, por que não encorajá-los? Porque não fazer nossa população se sentir como Obamas? Uma farsa, claro. Mas serve para acalmar a massa, manter-nos calados e confortáveis. Sem Obama ou com Obama nosso país continua na merda! Está na hora de pararmos de nos preocupar com a vida do vizinho e olhar para os muitos problemas que enfrentamos. Já sabem, macaco que não olha pro rabo...

8 comentários:
Linkando, menina, tá muito bom isso!
Bjus
apoiado companheira, apoiado!
até voto em voce. mentira, nem voto pq temos ideia oposta ... direita X esquerda. MAs vc escreve muito bem! Boa jornalista essa minha amiga, que orgulho!
ehueheu te amo!
Eu também fico assustada toda vez que a mídia dá tanto espaço pra algo/alguém. Eles acabam banalizando as coisas, como o caso Isabela ou do padre que voou com os balões. Hoje em dia existem tirinhas sobre eles.
Todo mundo fica esperando que o novo presidente dos States seja incrível, como se caso ele seja apenas "muito bom" não será suficiente.
Adorei a sua visão da coisa toda.
Beijo
Bárbara (ou minha pequena Barbinha, de 11 anos, começando a refletir, a interiorizar-se, a crescer por dentro...)
Então a menininha cresceu, toma posições firmes, não no sentido de ter encontrado respostas,não...
mas na postura de,filosoficamente,QUESTIONAR-SE diante de uma realidade traiçoeira...Segue em frente, querida,o teu caminho é maravilhosamente promissor.
Um beijo carinhoso,Dinah
tia Dinah, que honra ter sua visita no meu blog ! não tenha dúvida que você teve grande participação no que sou hoje! um beijo =**
Pena que no mundo globalizado, para sair "da merda" é preciso olhar para o jardim do vizinho...
Abs!
não estão olhando mais pro jardim não, estão entrando na casa do vizinho! olhar é uma coisa, fazer da vida deles a nossa é outra. acho que tudo tem limite...
Concordo Binha! Super apoiado!
Vai ser mesmo brilhante essa minha amiga! :*
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