quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pandemia ?!


Há alguns meses os noticiários viraram suas atenções para algo que a mídia afirmava ser uma epidemia perigosíssima, mais que isso, uma pandemia! A famosa gripe suína. Aí você deve estar pensando “que saco, esse assunto de novo?”. Pois é, eu também não agüento mais e por esse motivo resolvi me aprofundar mais no assunto. Bom, cerca de 10 anos atrás o mundo viveu uma situação parecida, a extinta gripe aviária! Na época foi o mesmo estardalhaço. As pessoas de máscaras, apavoradas com a idéia de pegarem a tal gripe que na época matou não sei quantas pessoas. Não sei quantas pessoas?! Espere aí, matou 250 pessoas em 10 anos, ou seja, 25 mortos por ano! Falando assim, parece muito, mas não é! Uma gripe comum mata por ano meio milhão de pessoas. MEIO MILHÃO! E eu não vejo ninguém saindo de máscara por aí! Então por que tanto escândalo? Na época diziam que a única cura para a gripe aviária era o famoso Tamiflu, e foram vendidas milhões de doses nos países atacados pela gripe. Não se sabia se a eficácia do Tamiflu era comprovada, mas mesmo assim a empresa farmacêutica que o vende faturou milhões de dólares. Hoje ninguém ouve mais falar na gripe aviária, só na gripe suína. Não existe mais crise econômica, guerras, violência... Só existe a gripe suína! Coincidência ou não, dizem por aí que só o nosso tão falado Tamiflu pode curar a gripe! O duvidoso remédio que está gerando grandes lucros. E não há nenhum medicamento genérico dele, pra completar. Se fosse realmente uma ameaça, por que não declarar como um problema de saúde pública mundial? Que pandemia mais estranha ... Já da até pra “deduzir” o final! Aos poucos a mídia vai esquecer a gripe suína e quem sabe daqui a alguns anos surge a gripe eqüina?!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pra que diploma ?


Em pleno quarto semestre do curso de Jornalismo me deparei com um parecer que diz que todo o meu esforço de passar quatro anos numa universidade não teria tanta importância. Agora, para trabalhar como jornalista não se exige diploma, basta ser “formador de opinião”, segundo os ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao mesmo tempo, com tantas coisas acontecendo no mundo, fica mais evidente a necessidade de preparação qualificada para um profissional que tem como dever levar informação à população, uma vez que aquilo que a imprensa relata tem relação direta com a harmonia da sociedade e a formação do conhecimento dos seus membros. Há quem diga que os jornalistas estão “demonizando” aqueles que estão envolvidos em notícias, digamos, constrangedoras. Os responsáveis por desestabilizar a imagem desses profissionais que cada vez mais especializam seu trabalho no ramo investigativo são pessoas que, de alguma forma, tiveram sua imagem exposta e seus erros e falcatruas descobertos. Políticos e representantes do governo são as “vítimas” principais dos jornalistas e, consequentemente, os que mais criticam o trabalho destes. Fica evidente que será exigida uma melhor preparação desses profissionais, que precisarão fazer o seu trabalho de uma forma cada vez mais investigativa e ética, avaliando profundamente a notícia. Será que quatro anos em uma universidade não vão fazer diferença?!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sonhos e trajetórias interrompidas. O que fazer?

Às 23 horas do dia 31 de maio a vida de 228 pessoas foi interrompida. Essas pessoas simplesmente sumiram depois da queda do avião em que viajavam. O pior é que não são “só” 228 mortes! São projetos de vida destruídos, encontros que não irão mais acontecer, famílias abaladas, tudo isso em questão de segundos. No momento em que essa catástrofe aconteceu milhares de aviões voavam em todo o mundo. De tempo em tempo ouvimos no noticiário a queda de algum. Os erros que causaram o acidente serão corrigidos pelas empresas para que não causem outros. Mas, o que questiono aqui não é a segurança de uma viagem de avião, afinal, acidentes nas estradas também acontecem, e em número infinitamente maior! Quero dizer que isso nos faz pensar na incerteza da vida. Algumas pessoas talvez achem que os acidentes poderiam diminuir se arriscassem ou se expusessem menos. No caso dos aviões, isso significaria viajar menos. Mas vamos pensar por outro lado: se não arriscássemos não conseguiríamos explorar, ter experiências, viver! Os erros fazem as empresas consertarem, observarem melhor seus aviões, evitarem novas catástrofes. Os nossos erros, equívocos, nos fazem traçar melhor nossos caminhos, evoluir como pessoas. Arriscar não significa viver sem cautela, significa simplesmente viver mais momentos, abrir mais possibilidades de ser feliz! O que fazer, viver mais, desfrutar mais? Ou se recolher, se expor menos, porém, ter menos momentos felizes? Cabe a você descobrir qual é o melhor caminho.

domingo, 29 de março de 2009

E agora, quem poderá nos DETER?!


O ser humano vive numa eterna preocupação. São as contas do mês, a crise econômica, o aumento do dólar, os políticos que não melhoram em nada a nossa vida e enriquecem às custas do dinheiro público, ou o novo presidente dos EUA. Enfim, nossa cabecinha sempre está inundada de medos e anseios. Vivemos numa mania de perseguição eterna e acabamos esquecendo do perigo maior: nós mesmos. A gente sempre ouve discussões intermináveis sobre o aquecimento global, lemos por aí várias teses comprovando que o ser humano está acabando com o planeta Terra, mas não vejo isso tirando o sono de ninguém! E devia né? Essa história de “A Terra é o seu lar, cuide dela” é muito bonitinha (quando é dita) enquanto fica no discurso fácil, mas não acredito que sabemos o significado real disso. Se soubéssemos não a trataríamos da forma como estamos fazendo. Algumas pessoas talvez demonstrem maior consciência, mas o ser humano é tão sedento de lucros que não pára de querer sempre mais, de explorar, de consumir o mundo, sua casa. Há quem diga que a Terra vai “reagir” a isso tudo. A Teoria de Gaia, apresentada pelo químico James Lovelock, afirma que a Terra é um organismo vivo que, se agredido, pode estabelecer condições pra a sua própria sobrevivência. Se eu fosse a Terra já teria expulsado todos os seres humanos daqui. Acho que foi pensando nisso que o cineasta M. Night Shyamalan produziu seu oitavo longa-metragem, a trama “Fim dos Tempos”. Esta retrata um ataque da natureza contra a humanidade – uma toxina é espalhada através do vento fazendo as pessoas perderem o senso de sobrevivência. O resultado é a prática do suicídio em massa. Em outras palavras, o planeta inicia um controle biológico, forçando o extermínio de parte da espécie humana para se salvar. Pensar na Terra como um organismo vivo, assim como nós, que tem o poder de se defender se agredido, parece até desenho animado. Porém, se pararmos para observar em tudo que está acontecendo ao nosso redor, todas as tragédias naturais matando milhares de pessoas, como tsunamis, erupções vulcânicas, secas e enchentes, percebemos que isso pode sim ser um aviso. O nosso planeta está sendo destruído e tudo que existe nele é limitado. Se não pararmos agora com essa busca interminável por lucro e esse consumismo exacerbado que nos faz destruir nosso próprio lar, isso tudo vai ter um fim. E, acredite, isso significa o fim de todos nós!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Second Life : programa, jogo ou universo paralelo?

Por Bárbara Kruschewsky e Rebeca Rocha

Imagine criar um avatar, um personagem que na ficção se parece com você. Agora, imagine que esse seu personagem lhe representa num mundo irreal, numa segunda vida, e que esse personagem passe a ser você num mundo paralelo, onde você pode encontrar pessoas, ter acesso à programas de educação à distância, ver novelas que passam na TV do mundo real e até ganhar dinheiro abrindo seu próprio negócio.

Tudo isso pode ser encontrado no Second Life, um ambiente virtual e tridimensional, que simula em alguns aspectos a vida real do ser humano. O programa foi desenvolvido em 2003 e é mantido pela empresa Liden Lab e contava em 24 de maio de 2007 com 6.657.169 usuários. Para alguns, o Second Life pode ser visto como um jogo, para outros, uma maneira de conhecer pessoas, ou até como uma fonte de renda.

Numa enquete feita na comunidade oficial do SL no Orkut, 21% dos votantes se declaram motivados a utilizar o aplicativo a fim de ampliar a sua rede de relacionamentos, 19% dizem ser por curiosidade, 15% para ganhar dinheiro e a porcentagem restante varia entre encontrar emprego, divulgar seu trabalho, manter-se atualizado ou outras motivações.

O Second Life transformou a vida de muitas pessoas, como a dos arquitetos uruguaios Fernando Vásquez, 51, e de seu sócio, Luiz Junqueira, 41, quando começaram a fazer projetos para o programa. “O grande barato de criar no Second Life é a liberdade que temos para projetar, com condições muito diferentes da arquitetura real, que tem legislações, orçamentos, limitações técnicas, etc.”, diz Junqueira.

Em fevereiro de 2007 foi inaugurado o programa aqui no Brasil, com clientes do mundo real como o Unibanco, Porto Seguro, rádio 89 FM, TAM, entre outros.

Em Aracaju, a capital sergipana, Jean Fábio Borba Cerqueira, 34, formado em computação e professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), já aderiu ao programa. Em 2007, ao orientar um aluno em um trabalho que tratava do Second Life, se interessou e pesquisou, apesar de ter ouvido pela primeira vez com certo preconceito. “Na verdade uso pouco o Second Life, só uma hora por semana. Prefiro pesquisar sobre ele a jogar. Uso como pesquisa, para passar para os meus alunos e para encontrar pessoas com quem dividir interesses profissionais, além de fazer também contato com os meus estudantes”, diz o professor.

Trata-se de uma plataforma em que o real pode se misturar com o virtual, e por conta disso pode vir a causar vícios, dependências ou até mesmo fazer com que o usuário transfira sua “Real Life” para o Second Life, e vice-versa. Algumas pessoas relatam o fato no orkut, criando tópicos e pesquisas na comunidade do SL no Brasil como “Já deixou de fazer coisas das suas atividades normais pra ficar no Second Life?”ou “Relacionamento no Second Life: você leva a sério ou é fictício?”. Com seus prós e contras, como na vida real, o Second Life ganha espaço na vida de cada vez mais brasileiros, o que pode ser preocupante – ou visto como um ponto positivo e de crescimento em vários aspectos.