
Há uns dias ouvi um colega meu dizer: “Qualquer dia desses vou sair de casa e me deparar com Barack Obama na minha porta.”
Realmente. De uma hora pra outra o mundo só tinha olhos e ouvidos para ele. E por quê? Fomos induzidos a pensar que os EUA estavam se redimindo pelo quadro crítico de racismo que sua história carrega. “O primeiro presidente negro da história.” A imprensa quase o consagrou como “the new Martin Luther King”. E aí eu continuo me perguntando... Por quê? Será mesmo que a imprensa está preocupada com a desigualdade racial? Há, há, há ! Quem não a conhece que a compre! A campanha do nosso querido Martin, quer dizer, Barack, foi infinitas vezes mais rica à de qualquer outro candidato! O que questiono aqui é o comportamento da mídia. Há um objetivo para ela consagrar Barack Obama. E, apostem, não tem nada a ver com o fato dele ser negro. Muito pelo contrário! É aceitável o interesse da imprensa americana sobre Obama, tratando-o como brinquedinho para limpar a barra de país racista. Mas, e a brasileira? O que tem a ver com isso? Nosso país tem uma população negra muito grande, por que não encorajá-los? Porque não fazer nossa população se sentir como Obamas? Uma farsa, claro. Mas serve para acalmar a massa, manter-nos calados e confortáveis. Sem Obama ou com Obama nosso país continua na merda! Está na hora de pararmos de nos preocupar com a vida do vizinho e olhar para os muitos problemas que enfrentamos. Já sabem, macaco que não olha pro rabo...

